Eu nasci no dia 15/01/1995 no hospital IPERBA em Salvador – Bahia.
Uns meses depois eu comecei a chorar muito e como ainda era bem novinha não podia falar o que sentia, meus pais me levaram numa clinica e o medico disse que era porque eu estava começando a engatinhar e poderia ter caído em cima do meu braço ou da minha perna, voltamos para casa, mas eu ainda não parava de chorar então meus pais resolveram ir a outra clinica. Quando chegamos lá minha mãe explicou tudo o que eu estava sentindo e a médica perguntou “Ela tem anemia falciforme”?
E minha mãe nem sabia que doença era essa e então a médica pediu um exame para saber se eu tinha ou não anemia falciforme.
Passaram-se uns dias e minha mãe telefonou para o hospital para saber o resultado do exame e a atendente falou “Deu positivo”. Minha mãe me disse que esse foi o pior dia da vida dela ao saber que sua filha era portadora da Anemia Falciforme.
Vou explicar como é essa doença, a hemoglobina normal é em forma de circulo, mas os portadores dessa doença a hemoglobina é no formato de foice e quando os vasos sanguíneos são fininhos essa hemoglobina em forma de foice fica presa na parede dos vasos sanguíneos e isso causa fortes dores no corpo e também pode ter outros tipos de sintomas como: inchaço nos pés, sopro no coração, o fígado pode aumentar ou diminuir entre outras.
E então começou uma luta muito grande comigo, meus pais e meu irmão. Eu comecei a ficar internada com dores no corpo e ficava uma semana ou duas semanas no hospital e voltava para casa. Sempre fui da Igreja Universal e minha mãe fazia correntes para mim até eu mesma fazia muitas correntes, meses depois eu estava no hospital novamente com dores e era muito sofrimento eu me lembro que tinha dores que era como um facão entrando na minha coluna e eu chorava desesperadamente de dor e ninguém podia fazer nada por isso a não ser eu e Deus.
Quando no ano de 2011 eu falei comigo e Deus, ‘SENHOR eu não aceito mais ir para o hospital’ só que havia uma coisa que não cooperava para a minha cura, eu fazia minhas correntes, mas quando chegava em casa apenas me entupia de salgadinhos e gorduras e pronto, não me preocupava em beber água em me alimentar bem. E em setembro de 2011 eu comecei a sentir cólicas muito fortes e cada vez mais a cólica aumentava peguei o telefone e liguei para o meu pai e disse que queria ir ao hospital porque não estava agüentando de dor, ele chegou em casa e me levou ao Hospital Evangélico da Bahia chegando lá eu fiquei na observação. Depois disso eu não me lembro de mais nada tudo que vou contar aqui meus pais que me contaram.
Eu comecei a me urinar na cama sozinha e não tinha controle de mim mesma meu pai falava comigo e eu respondia olhando para outro lado e teve uma hora que meu pai chamou um enfermeiro para ver se eu não precisava ir para a UTI, o enfermeiro chegou mediu minha pressão e estava baixíssima foi aí que começaram a me arrumar para me levar para a UTI, quando me colocaram na maca e eu fui me afastando eu comecei a gritar: PAI, PAI, PAI, PAI, PAI! E meu pai não podia fazer nada por mim minha mãe chegou perto dele e perguntou: você quer conversar? E ele apenas balançava a cabeça dizendo que não. Passou algumas horas e um auxiliar de enfermagem chamou meus pais para ir me ver, eu estava amarrada na cama porque eu queria tirar os aparelhos.
Começou aí mais uma guerra, eu estava com principio de pneumonia e fiquei a beira da morte, me lembro que minha mãe ficava fazendo carinho em mim e falava: “JESUS CRISTO É O SENHOR, JESUS CRISTO É O SENHOR, JESUS CRISTO É O SENHOR” E eu me lembrava da igreja e meu pai falava: “Você é uma guerreira”.
Comecei a me recuperar e a tirar os aparelhos de pouquinho em pouquinho depois fui para o quarto e falei comigo e com Deus “Senhor eu vou cuidar da minha alimentação e te seguir” recebi alta do hospital e já estou curada totalmente da Anemia falciforme que é uma doença incurável, mas que o meu Senhor Jesus me curou, agora a única coisa que quero é servir ao Deus que me salvou e me curou, hoje tenho o Espírito Santo e quero ser usada no altar do meu Senhor.
Senhor que o Teu nome seja honrado e louvado com o meu testemunho.  

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Comentários do Blog

3 comentários:

  1. Sim Priscilinha, você é uma guerreira!
    Todas as vezes que minha mãe falava que você tava internada, ou tinha passado mal, ficpavamos preocupadas e oravamos por você.
    Deus é contigo minha linda!
    Tudo o que você passou, hoje é para glória de Deus.
    Que o SENHOR te abençoe, te guarde, te use, conte com você.
    Beiijos, da sua amiga,
    Jéssica

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    1. Obrigada Jéssica por suas orações. Amém que Deus nos abençoe ;)

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  2. Não me vejo tão forte, e por essa razão jamais tive coragem de visitar você no hospital. Mais de qualquer forma, e apesar de nunca ter ouvido sua mãe reclamar ou contar uma história triste, sempre admirei a demonstração de fé da Tina e agora com seu relato admiro a sua fé pois jamais te encontrei sem um sorriso no rosto. Penso que o sorriso é um termômetro que nos permite demostrar para as pessoas, que nossa confiança em Deus não se perdeu. Eu amo o sorriso da sua mãe, me passa confiança... Amo seu jeito sossegado que nos passa a impressão que você jamais soube o que é sofrimento. VOCÊ É DE DEUS! Vai nessa sua fé que Deus é contigo. O seu relato é uma prova disso.

    Com saudades,

    Andrea Santos (irmã de coração)

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